Presidente do Brasil Jair Bolsonaro, assina decreto para lançar a indústria de apostas esportivas

Presidente do Brasil Jair Bolsonaro, assina decreto para lançar a indústria de apostas esportivas

Presidente do Brasil Jair Bolsonaro, assina decreto para lançar a indústria de apostas esportivas

  • Decreto permite que agências iniciem processo de privatização
  • O governo vai trabalhar com as operadoras para atrair negócios para o país
  • Operadoras já se preparam via aquisições e patrocínios esportivos

Apostas esportivas serão privatizadas

O presidente do Brasil Jair Bolsonaro, assinou o Decreto nº 10.467, permitindo o início da criação da indústria regulamentada de apostas esportivas do país.

O decreto atribui ao Ministério da Economia a coordenação da privatização da indústria de apostas esportivas no Brasil. Trabalhará com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que, em função um pouco distinta, será “responsável pela execução do processo de privatização”.

eles serão tratados como uma prioridade nacional

O setor fará parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), iniciativa em que o governo trabalha com empresas privadas para atrair seus negócios para o país. O PPI tem 158 projetos em andamento. “Assim que os empreendimentos forem qualificados no Programa de Parcerias de Investimento”, diz o site do PPI, “eles serão tratados como uma prioridade nacional”.

O principal impulso por trás da ação é a pandemia COVID-19, que fez com que o PIB do Brasil caísse 1,5% no primeiro trimestre e milhões de empregos fossem perdidos.

Depois dos Estados Unidos, o Brasil foi o mais atingido pelo coronavírus, com quase 3,5 milhões de infecções confirmadas e mais de 111.000 mortes. O próprio presidente Bolsonaro, apesar de ser um dos principais negadores de COVID do mundo, se recuperou recentemente da doença.

Mercado extremamente atraente

Considerando o tamanho do Brasil – o sétimo país mais populoso do planeta – e a extrema popularidade do futebol, as operadoras de apostas esportivas devem se apressar para tentar obter a licença assim que o processo começar. A sueca Betsson, antecipando os desenvolvimentos desta semana, já adquiriu 75% da operadora brasileira Suaposta em dezembro de 2019.

Suaposta foi rebatizado para Betsson Suaposta e os visitantes do site foram redirecionados para Betsson.com.br. Andre Gelfi, diretor administrativo da Betsson Suaposta, disse à SBC Americas que a assinatura do decreto por Bolsonaro foi “muito positiva” e “um marco importante”.

Os operadores também estão se associando a times de futebol para garantir que tenham o máximo possível de exposição aos fãs antes do lançamento da indústria.

Bem mais da metade – 14 em 20 – dos clubes de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro têm parcerias com apostas esportivas. A Betsul e a Casa de Apostas aliaram-se cada uma a três equipas diferentes; NetBet e MarjoSport têm acordos com dois. No mês passado, o Grupo Galera fechou um acordo de patrocínio de R $ 40 milhões (US $ 7,2 milhões) por cinco anos com o Corinthians.

 Devagar mas seguro

Chegar a este ponto no Brasil tem sido um trabalho árduo. Em 2007, a Suprema Corte do Brasil decidiu que qualquer jogo que não fosse explicitamente legal era, na verdade, ilegal.

Apesar disso, semelhante ao que acontecia nos Estados Unidos antes da Black Friday em 2011, muitas empresas de jogos de apostas online ainda operam no país. Isso foi possível principalmente porque não há leis especificamente contra jogadores de apostas online ou operadoras estrangeiras que aceitem clientes brasileiros.

No final de 2015, uma “Comissão Especial para uma Estrutura Regulatória para Jogos de apostas no Brasil” foi criada, mas seus esforços não foram a lugar nenhum.

Uma indústria regulamentada para tirar os jogadores dos sites do mercado ilegal

Em dezembro de 2018, no entanto, as coisas finalmente começaram a andar, quando o então presidente Michel Temer assinou um projeto de lei para legalizar as apostas esportivas online e ao vivo. O objetivo era duplo: gerar receita tributária para o governo e estabelecer uma indústria regulamentada para tirar os jogadores dos sites do mercado ilegal.

Em junho deste ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sancionou a legislação, abrindo caminho para a aprovação do presidente Bolsonaro nesta semana.

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